Tenho lá as minhas considerações a fazer acerca da gritaria feliz do Planalto ontem por conta da inauguração da primeira usina termelétrica flex do mundo, estabelecida em Juiz de Fora/MG.
Não nego que a possibilidade de alternância entre os combustíveis do gás natural e do etanol seja uma grande evolução tecnológica, além da vantagem de o Brasil poder vender esta tecnologia aos EUA, que também fabrica etanol, só que de milho, e ainda tem quase a metade de sua energia gerada por carvão mineral. Copiosamente, tanto o planetinha quanto os cofres brasileiros agradecem!
Mas o que não me conformo é com esse endeusamento do etanol... É claro que já é de extremo adianto que a queima do combustível não libere CO2 mas, e o restante da cadeia? O transporte por dutos ou caminhões não é igualmente poluidor? A produção do etanol, mesmo com o aproveitado o bagaço da cana como biocombustível, não é igualmente fonte de liberação de gases colaboradores do efeito estufa, fora o odor insuportável de vinhodo? E os impactos socioambientais, tais como a implementação da monocultura, as terras que são retiradas da produção agrícola, quiçá familiar?
Eis a questão.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
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