Philippe Stack acaba de lançar turbina eólica residencial. Esse é hype mesmo!
domingo, 31 de janeiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Mais próximos do que imaginamos
O cientista comportamental Betsy Herrelko, da Universidade de Stirling, desenvolveu durante 18 meses um projeto de cinema com 11 chimpanzés do Jardim Zoológico de Edimburgo, na Escócia.
O " detalhe" é que os chimpanzés não são só os atores, mas realizaram as filmagens e, segundo o cientista, só paravam de filmar quando o monitor estava apagado, demosntrando que compreendiam a relação entre a câmera e a imagem gerada. E a gente ainda insiste em mantê-los em jaulas...
O " detalhe" é que os chimpanzés não são só os atores, mas realizaram as filmagens e, segundo o cientista, só paravam de filmar quando o monitor estava apagado, demosntrando que compreendiam a relação entre a câmera e a imagem gerada. E a gente ainda insiste em mantê-los em jaulas...
30% condicionado é melhor do que nada
Finalmente a União Européia anunciou ontem que fixará a meta de redução de emissões de gases que causam o efeito estufa em 30% comparados com as emissões de 1990, DESDE QUE, os demais países industrializados (diga-se, EUA) o faça.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Xô business as usual
O relatório "As Crises e Oportunidades em Tempos de Mudanças" elaborado pelo professor Ignacy Sachs, que dispensa apresentações, Carlos Lopes, sub-secretário geral da ONU e dirigente da Unitar, e por Ladislau Dowbor, professor titular no departamento de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, documento de referência para as atividades do núcleo Crises e Oportunidades no Fórum Social Mundial Temático – Bahia/2010, indica os impressionantes números com gastos anuais em dólares:
Educação Básica para todos $6 bilhões*
Cosméticos nos EUA $8 bilhões
Água e serviços sanitários básicos $9 bilhões
Sorvetes na Europa $11 bilhões
Saúde reprodutiva das mulheres $12 bilhões
Perfumes na Europa e nos EUA $12 bilhões
Saúde básica e nutrição $13 bilhões
Ração para animais de estimação na Europa e EUA $17 bilhões
Entretenimento Corporativo no Japão $ 35 bilhões
Cigarros na Europa $ 50 bilhões
Bebidas alcóolicas na Europa $ 105 bilhões
Drogas no mundo $ 400 bilhões
Gastos militares no mundo $ 780 bilhões
* Estimativa de custo anual adicional para alcançar o acesso aos serviços sociais básicos em todos os países em desenvolvimento.
Fonte: Euromonitor 1997; UN 1997g; UNDP, UNFPA, ed UNICEF, 1994; Worldwide Research, Advisory and Business Intelligence Services, 1997.
Human development Report, 1998, New York, p. 37.
http://www.criseoportunidade.worpress.com/
Business as usual nunca mais!
Educação Básica para todos $6 bilhões*
Cosméticos nos EUA $8 bilhões
Água e serviços sanitários básicos $9 bilhões
Sorvetes na Europa $11 bilhões
Saúde reprodutiva das mulheres $12 bilhões
Perfumes na Europa e nos EUA $12 bilhões
Saúde básica e nutrição $13 bilhões
Ração para animais de estimação na Europa e EUA $17 bilhões
Entretenimento Corporativo no Japão $ 35 bilhões
Cigarros na Europa $ 50 bilhões
Bebidas alcóolicas na Europa $ 105 bilhões
Drogas no mundo $ 400 bilhões
Gastos militares no mundo $ 780 bilhões
* Estimativa de custo anual adicional para alcançar o acesso aos serviços sociais básicos em todos os países em desenvolvimento.
Fonte: Euromonitor 1997; UN 1997g; UNDP, UNFPA, ed UNICEF, 1994; Worldwide Research, Advisory and Business Intelligence Services, 1997.
Human development Report, 1998, New York, p. 37.
http://www.criseoportunidade.worpress.com/
Business as usual nunca mais!
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Ajude a COP-15 a não naufragar
Os países participantes da COP-15 em Copenhagen tem até 31/01/2010 para informar a redução de emissões em relação ao ano de 1990. Hoje este compromisso está em 20% e a expectativa é que o compromisso de redução chegue a 30%. Isto para que a temperatura suba somente 2 graus...
Assine a petição
http://www.sandbag.org.uk/notdoneyet
E jogue um bote inflável para a Conferência das Partes !!
Assine a petição
http://www.sandbag.org.uk/notdoneyet
E jogue um bote inflável para a Conferência das Partes !!
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
A fábula das Mudanças Climáticas e da Biodiversidade
Essa ONU...
Estudos mais do que gabaritados (FORMAN, 1986; MURCIA, 1995) sobre o efeito de borda da pastagem sobre o fragmento florestal revelam que a criação de gado é extremamente lesiva à manutenção da biodiversidade da floresta que a circunda, só perdendo para o ambiente urbano na escala do o pior dos piores. Até aí morreu neves.
Mas vez que surge, justamente em 2010, o Ano da Biodiversidade, o estudo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) que declara que as pastagens podem absorver mais CO2 do que as florestas, podendo, assim, ser mais atuantes do que estas na mitigação das mudanças climáticas, além de promoverem a sustentabilidade de mais de 1 bilhão de pessoas que dependem do gado para viver.
Será que o Brasil está tão na moda que até a ONU resolver copiar a guerrinha da bancada ruralista e bancada verde?
Justamente depois do Climagate e do fracasso da Conferência das Partes para Mudanças Climáticas em Copenhagen – COP 15? Agora querem derrubar também a Conferência das Partes para a Biodiversidade – COP 10?
ONU, minha filha, logo agora?
E.T.: Para quem se interessar pelo efeito de borda, os melhores dos melhores:
FORMAN, R.T.T. & GODRON, M. 1986. Landscape Ecology. Wiley & Sons, New York.
MURCIA, C. 1995. Edge effects in fragmented forests:implications for conservation. Trends in Ecology and Evolution 10:58-62.
Estudos mais do que gabaritados (FORMAN, 1986; MURCIA, 1995) sobre o efeito de borda da pastagem sobre o fragmento florestal revelam que a criação de gado é extremamente lesiva à manutenção da biodiversidade da floresta que a circunda, só perdendo para o ambiente urbano na escala do o pior dos piores. Até aí morreu neves.
Mas vez que surge, justamente em 2010, o Ano da Biodiversidade, o estudo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) que declara que as pastagens podem absorver mais CO2 do que as florestas, podendo, assim, ser mais atuantes do que estas na mitigação das mudanças climáticas, além de promoverem a sustentabilidade de mais de 1 bilhão de pessoas que dependem do gado para viver.
Será que o Brasil está tão na moda que até a ONU resolver copiar a guerrinha da bancada ruralista e bancada verde?
Justamente depois do Climagate e do fracasso da Conferência das Partes para Mudanças Climáticas em Copenhagen – COP 15? Agora querem derrubar também a Conferência das Partes para a Biodiversidade – COP 10?
ONU, minha filha, logo agora?
E.T.: Para quem se interessar pelo efeito de borda, os melhores dos melhores:
FORMAN, R.T.T. & GODRON, M. 1986. Landscape Ecology. Wiley & Sons, New York.
MURCIA, C. 1995. Edge effects in fragmented forests:implications for conservation. Trends in Ecology and Evolution 10:58-62.
A Tartaruga de Darwin
A visão utilitarista do meio ambiente é tratada com maestria na peça "A Tartaruga de Darwin", de Juan Mayorga, com direção de Paulo Betti e Rafael Ponzi, em cartaz às 3as e 4as no Teatro dos Quatro, no Shopping da Gávea, no Rio de Janeiro.
É impossível não rir da nossa própria ganância e não se solidarizar, e porque não dizer, apaixonar, pela sábia tartaruga!
É impossível não rir da nossa própria ganância e não se solidarizar, e porque não dizer, apaixonar, pela sábia tartaruga!
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Cada um com a sua Eliana
A minha é a Calmon, Ministra do STJ.
Pois bem.
Essa chique senhora recém relatou o Resp nº 1.120.117 – AC, que confirmou as decisões de 1ª Instância e do TJ do Acre, que condenaram Orleir Messias Cameli, Marmud Cameli Cia Ltda e Abrahão Cândido da Silva a pagarem R$ 4,46 milhões à FUNAI, em benefício da comunidade indígena Ashaninka-Kampa do rio Amônia, no Acre, e R$ 5,92 milhões ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos a título de custeio de recomposição ambiental.
Esses senhores extraíram ilegalmente, em 1981 e 1982, 450 metros cúbicos de mogno e 450 metros cúbicos de cedro e, em 1985 e 1987, 924 metros cúbicos de mogno e 924 metros cúbicos de cedro de terras ocupadas pelos índios Kampa.
Merece destaque que a decisão da minha Eliana veio a reconhecer o direito à indenização civil e o pagamento por danos morais ainda que as referidas terras indígenas à época do fato ainda não tivessem sido demarcadas.
Além disso, reafirmou os termos do julgamento do Recurso Especial 647.493/SC, da relatoria do eminente Ministro João Otávio de Noronha, que reconheceu que não há prazo prescricional para o ingresso do pedido de reparação de danos de natureza ambiental, pois este está protegido pelo manto (adoro esta palavra) da “imprescritibilidade, por se tratar de direito inerente à vida, fundamental e essencial à afirmação dos povos, independentemente de não estar expresso em texto legal”.
Esta afirmação foi necessária vez que os caras de pau alegavam que a Ação Civil Pública deveria ter sido ingressada pelo MPF em até 5 anos após dano porque a Lei 7.347/85 não fixa prazo prescricional, então, segundo eles, dever-se-ia adotar o prazo prescricional mínimo, vejam só...
Agora, porque é que nós, consumidores, não exigimos madeira certificada para os nossos móveis, caixotes, construção civil? Ajudemos a Eliana!!
Pois bem.
Essa chique senhora recém relatou o Resp nº 1.120.117 – AC, que confirmou as decisões de 1ª Instância e do TJ do Acre, que condenaram Orleir Messias Cameli, Marmud Cameli Cia Ltda e Abrahão Cândido da Silva a pagarem R$ 4,46 milhões à FUNAI, em benefício da comunidade indígena Ashaninka-Kampa do rio Amônia, no Acre, e R$ 5,92 milhões ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos a título de custeio de recomposição ambiental.
Esses senhores extraíram ilegalmente, em 1981 e 1982, 450 metros cúbicos de mogno e 450 metros cúbicos de cedro e, em 1985 e 1987, 924 metros cúbicos de mogno e 924 metros cúbicos de cedro de terras ocupadas pelos índios Kampa.
Merece destaque que a decisão da minha Eliana veio a reconhecer o direito à indenização civil e o pagamento por danos morais ainda que as referidas terras indígenas à época do fato ainda não tivessem sido demarcadas.
Além disso, reafirmou os termos do julgamento do Recurso Especial 647.493/SC, da relatoria do eminente Ministro João Otávio de Noronha, que reconheceu que não há prazo prescricional para o ingresso do pedido de reparação de danos de natureza ambiental, pois este está protegido pelo manto (adoro esta palavra) da “imprescritibilidade, por se tratar de direito inerente à vida, fundamental e essencial à afirmação dos povos, independentemente de não estar expresso em texto legal”.
Esta afirmação foi necessária vez que os caras de pau alegavam que a Ação Civil Pública deveria ter sido ingressada pelo MPF em até 5 anos após dano porque a Lei 7.347/85 não fixa prazo prescricional, então, segundo eles, dever-se-ia adotar o prazo prescricional mínimo, vejam só...
Agora, porque é que nós, consumidores, não exigimos madeira certificada para os nossos móveis, caixotes, construção civil? Ajudemos a Eliana!!
Frases que marcam 1
Frase de ano novo recebida da amiga Cláudia Monteiro, bióloga, educadora ambiental e defensora obstinada do meio ambiente:
"Desejo que cada um de nós seja o grande diferencial que gostaríamos que os outros fossem."
Ui... pancada na moleira...
"Desejo que cada um de nós seja o grande diferencial que gostaríamos que os outros fossem."
Ui... pancada na moleira...
Shakespeareando
Tenho lá as minhas considerações a fazer acerca da gritaria feliz do Planalto ontem por conta da inauguração da primeira usina termelétrica flex do mundo, estabelecida em Juiz de Fora/MG.
Não nego que a possibilidade de alternância entre os combustíveis do gás natural e do etanol seja uma grande evolução tecnológica, além da vantagem de o Brasil poder vender esta tecnologia aos EUA, que também fabrica etanol, só que de milho, e ainda tem quase a metade de sua energia gerada por carvão mineral. Copiosamente, tanto o planetinha quanto os cofres brasileiros agradecem!
Mas o que não me conformo é com esse endeusamento do etanol... É claro que já é de extremo adianto que a queima do combustível não libere CO2 mas, e o restante da cadeia? O transporte por dutos ou caminhões não é igualmente poluidor? A produção do etanol, mesmo com o aproveitado o bagaço da cana como biocombustível, não é igualmente fonte de liberação de gases colaboradores do efeito estufa, fora o odor insuportável de vinhodo? E os impactos socioambientais, tais como a implementação da monocultura, as terras que são retiradas da produção agrícola, quiçá familiar?
Eis a questão.
Não nego que a possibilidade de alternância entre os combustíveis do gás natural e do etanol seja uma grande evolução tecnológica, além da vantagem de o Brasil poder vender esta tecnologia aos EUA, que também fabrica etanol, só que de milho, e ainda tem quase a metade de sua energia gerada por carvão mineral. Copiosamente, tanto o planetinha quanto os cofres brasileiros agradecem!
Mas o que não me conformo é com esse endeusamento do etanol... É claro que já é de extremo adianto que a queima do combustível não libere CO2 mas, e o restante da cadeia? O transporte por dutos ou caminhões não é igualmente poluidor? A produção do etanol, mesmo com o aproveitado o bagaço da cana como biocombustível, não é igualmente fonte de liberação de gases colaboradores do efeito estufa, fora o odor insuportável de vinhodo? E os impactos socioambientais, tais como a implementação da monocultura, as terras que são retiradas da produção agrícola, quiçá familiar?
Eis a questão.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Dedos cruzados
Acabo de ver na TV Senado o programa Boletim Econômico com a entrevista do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) Maurício Tomalsquim, de quem sou fã, dentre outros motivos, pela didática.
Contou-nos ele que crê que no próximo leilão de energia reserva para o Sistema Interligado Nacional (SIN) a energia eólica sairá por volta dos R$ 200,00 o KW/h - o que a aproximará do valor de R$ 145,00 KW/h conseguido pelas termeltrétricas no último leilão.
Dependendo do local onde a usina eólica esteja localizada e da quantidade de consumidores nas suas cercanias, torna-se uma excelente opção de fornecimento, levando-se em consideração que, segundo o entrevistado, este preço cobre o retorno do investimento. Dedinhos bem cruzados.
Contou-nos ele que crê que no próximo leilão de energia reserva para o Sistema Interligado Nacional (SIN) a energia eólica sairá por volta dos R$ 200,00 o KW/h - o que a aproximará do valor de R$ 145,00 KW/h conseguido pelas termeltrétricas no último leilão.
Dependendo do local onde a usina eólica esteja localizada e da quantidade de consumidores nas suas cercanias, torna-se uma excelente opção de fornecimento, levando-se em consideração que, segundo o entrevistado, este preço cobre o retorno do investimento. Dedinhos bem cruzados.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
A Dona Carne e o Seu Selo
Poucos assuntos despertam mais divergência de pensamentos e ações do que o consumo de carne bovina.
Mesmo ativistas seriamente engajados em ações em prol da sustentabilidade da floresta amazônica, conscientes de que 80% das terras desmatadas é ocupada pela pecuária, consideram desnecessário ter que abrir mão deste prazer de ordem cultural indiscutivelmente arraigado em nossa sociedade.
Tais ativistas levam em consideração que o meio ambiente é sistêmico, razão pela qual essa mudança hábito, além de não ser nada fácil de ser implementada, aumentaria consideravelmente a demanda por grãos, o que, mesmo nos tempos atuais de descoberta do genoma da soja, ainda envolve algumas incertezas científicas. E que não nos esqueçamos dos impactos sociais de tal alteração, já que, sim, vaqueiros, frigoríficos e distribuidores de carne também fazem parte do ciclo econômico deste país.
Por isso gosto das propostas que envolvem alternativas menos radicais, como as que permitem algum prazer ao consumidor sem que seja necessário execrá-lo do mundo dos “evoluídos” e, em paralelo, e aos poucos, permitam que educação ambiental vá se estabelecendo na mente humana.
Gosto ainda mais quando essas alternativas não geram restrições de consumo ou ingresso territoriais que entopem os nossos tribunais superiores com os chamados conflitos de competência. E, mais ainda, e antes de tudo, quando a mudança de hábitos começa a ser feita na própria casa.
Neste aspecto merece aplauso a Lei do Município de São Paulo n 15.120/2010, que veio a proibir a aquisição de carne bovina pelas entidades da administração direta e indireta do Município de São Paulo oriunda de gado criado em áreas onde tenha ocorrido desmatamento irregular ou em terras indígenas invadidas. A carne também não poderá conter, em sua cadeia produtiva, desde a origem, a utilização de trabalho infantil e/ou escravo. Em suma, exigir-se-á, o certificado de procedência.
E para nós, reles mortais, que não somos da administração pública? Temos que exigir na embalagem o selo da Certificação de Produção Responsável na Cadeia Bovina da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), ou outro que o substitua.
Eis aí um exemplo, que esperamos seja vitorioso, da sapiência da utilização dos conceitos de escala de ação.
Ou, melhor, da regrinha básica de que cada um deve fazer o seu próprio dever de casa.
Mesmo ativistas seriamente engajados em ações em prol da sustentabilidade da floresta amazônica, conscientes de que 80% das terras desmatadas é ocupada pela pecuária, consideram desnecessário ter que abrir mão deste prazer de ordem cultural indiscutivelmente arraigado em nossa sociedade.
Tais ativistas levam em consideração que o meio ambiente é sistêmico, razão pela qual essa mudança hábito, além de não ser nada fácil de ser implementada, aumentaria consideravelmente a demanda por grãos, o que, mesmo nos tempos atuais de descoberta do genoma da soja, ainda envolve algumas incertezas científicas. E que não nos esqueçamos dos impactos sociais de tal alteração, já que, sim, vaqueiros, frigoríficos e distribuidores de carne também fazem parte do ciclo econômico deste país.
Por isso gosto das propostas que envolvem alternativas menos radicais, como as que permitem algum prazer ao consumidor sem que seja necessário execrá-lo do mundo dos “evoluídos” e, em paralelo, e aos poucos, permitam que educação ambiental vá se estabelecendo na mente humana.
Gosto ainda mais quando essas alternativas não geram restrições de consumo ou ingresso territoriais que entopem os nossos tribunais superiores com os chamados conflitos de competência. E, mais ainda, e antes de tudo, quando a mudança de hábitos começa a ser feita na própria casa.
Neste aspecto merece aplauso a Lei do Município de São Paulo n 15.120/2010, que veio a proibir a aquisição de carne bovina pelas entidades da administração direta e indireta do Município de São Paulo oriunda de gado criado em áreas onde tenha ocorrido desmatamento irregular ou em terras indígenas invadidas. A carne também não poderá conter, em sua cadeia produtiva, desde a origem, a utilização de trabalho infantil e/ou escravo. Em suma, exigir-se-á, o certificado de procedência.
E para nós, reles mortais, que não somos da administração pública? Temos que exigir na embalagem o selo da Certificação de Produção Responsável na Cadeia Bovina da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), ou outro que o substitua.
Eis aí um exemplo, que esperamos seja vitorioso, da sapiência da utilização dos conceitos de escala de ação.
Ou, melhor, da regrinha básica de que cada um deve fazer o seu próprio dever de casa.
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